Tô cansada de tentar falar como me sinto e receber o famoso: para mim também tá difícil. Sinceramente, se você me pergunta como eu estou deveria ser para que me ouça dizer e não fazer uma disputa ou diminuí o que tô sentindo, pois você também está com problemas e isso é normal. A questão não é sobre o que é comum ou sobre diminuir, pois todos tem problemas. É o momento de ouvir de verdade, se não quer ouvir não pergunte, simples. Pois geralmente quem da resposta para um desabafo é por que não está ouvindo. A escuta realmente deve ser treinada, e o como você está? Não poder ser uma chave para falar de si mesmo, quando já que se colocou a questionar e ter interesse, pelos sentimentos alheios, deve se ater ao sentimento do outro e não sobrepor suas falas e raciocínio. Só queria dizer que ando de saco cheio de ouvir: aaa eu também tô, pq também está difícil para mim. Quando resolvo partilhar o que sinto.

Me ouça.

Fiz um teste tibetano de personalidade e a princípio respondi despretensiosa e no fim acabei chorando. Nele reforça o quanto ainda me importo com algumas pessoas e reforça coisas de vida como a conexão que tenho até comportamental com a minha vó.

Estranho é que ele revela mais do que eu esperava, minha prioridades, e como me vejo ou lido com a vida. E estava certo.

Estive em uma conversa em uma sexta a noite, de como não damos importância ao fato que nossa mente ser um órgão vivo, e que podemos colocá-la ao nosso serviço, a gente reforçou a teoria budista e também acabamos por marcar que esses conceitos vieram muito antes, de qualquer religião que a gente atualmente pratique.

E quando me atrevo a aplicar um teste besta, mas com base na cultura tibetana apenas para entretenimento da noite e acabo chorando por pontos fazerem mais sentido do que deveriam, reflito se estou ponto em prática a utilização da minha mente de forma ultil, para que possa me ver como realmente gostaria e agir como realmente deveria.

Era só um teste de personalidade besta, que virou um contexto de reflexão, sobre o que eu continuo amando sem se quer existir mais. E esperar que o fascínio me tome, mais uma vez e a complexidade seja excitante e benéfica.

Branco e vermelho

Tem coisas e sentimentos que podem até mudar, mas não somem, acho que esse eu vou carregar para sempre. Na vida a gente encontra e desencontra muita gente, algumas só somem outras apenas não se esforçam o mínimo para conhecer você. Outras até tentam conhecer mais simplesmente acham difícil demais.

Agosto me faz mal em vários sentidos, me parece ser o mês que reforça o fardo de não se fácil de lidar ou ser um desafio maior para o outro, por mais simples que deixe e acessível que torne essa jornada.

Parecer não ser o bastante, e é frustrante em todas as áreas, no trabalho, nos relacionamentos amorosos, familiares, de amizade e atualmente até no espiritual. É bastante cansativo.

Tudo isso ganha um peso diferente, em agosto, pois é o mês ao qual me lembro de todo abandono que já vivi, seja paternal ou relacionamentos amorosos, parece um caso tipo para Freud, mas não é tão genérico.

O fato é que esse mês é o mês do meu esgotamento fisico e espiritual, tudo se somatiza na mente e no meu corpo, que reflete tudo isso. Poderia vir ate aqui como nos últimos sei lá 7 anos, e dizer feliz aniversário mais um 13 de agosto, ou um feliz dia dos pais, para ambos que nunca de fato se esforçaram para estar comigo e pronto.

Mas é mais que isso, e bem mais profundo, pois a partir disso que veio todos os demais, todos que já foram embora, e as feriadas que só se somaram a essas duas tão presente nas minhas tentativas de viver melhor. O único conselho que sigo do genitor: você primeiro, você em segundo e você em terceiro.

Me blindou por muito tempo, e deve ser real, deve ser assim, e para o outro também dever ser, e dai somar, sentir e estar, presenciar, viver tudo isso com conceito de partilha racional. É mais complexo com passar dos anos. Tento ao máximo ser gentil comigo e entender que to fazendo o melhor que posso agora, mas o problema está na perda, de pessoas, de laços, planos o recomeçar é exaustivo.

Isso não é um relato de desistência, bem longe disso, é só uma forma desafogar. Vive muita coisa, que até hoje não acredito, lutei por além de mim mais vezes do que posso contar, não sou um exemplo ou uma mártire, para outros, para mim mesma sou todos os dias e preciso ser!

E o ponto é esse, queria que fosse mais simples, superar tudo e entender tudo e as vezes se conformar sozinha. Porém, estar com alguém que seja nesse ponto de equilíbrio sem ser eu mesma, só as vezes, seria um alívio… Como a vez que chorei por conta de como a moça do mercado foi gentil em organizar a minha bolsa de compras.

Isso tudo é muita coisa e vem derrepente quando agosto começa, se é mesmo para refletir ele me faz me sentir mal comigo, por me importar com coisas tão antigas, ele me faz sufocar por parecer no mesmo lugar desde adolescente, me trás toda essa merda de melancolia, e não vejo a hora de acabar. Quem me perdoe obaluae e omulu, mas eu não suporto essa onda de tristeza, pessimismo e frustração, que me toma em agosto.

Espero de ti a transmutação vindo dessa tristeza e melancolia, espero de ti um guinada de vida, no sentido libertador, estou no seu casulo agora e talvez até em um lugar mais escuro do que imaginava. Preciso do fogo e do trovão e da chave da minha própria essência, então peço para ti agosto e rei xapanã que passe com rapidez e leve isso para longe mais uma vez, me deixando sentir o fogo da centelha de vida que me foi dada.

Mais um 13 de agosto.

Sabe o que é loucura, você hoje se tornou aquele pra qual escrevo, conseguiu talvez o que sempre quis, ter o lugar de pertencimento que outro teve. Atualmente penso mais me você do que qualquer outra pessoa, em momentos uns mais aleatórios que os outros. Teu rosto invade minha mente teu nome reçoa junto da música que estou ouvindo. Só eu estou conectada em você, isso ficou muito claro quando não pode nem me dizer não posso te ver. Sinceramente, o fato de me por de frente com a indiferença, fez com que tudo que não foi teria uma justificativa, de que não fazemos bem um ao outro e não devemos ter a chance mais uma vez de ter esse poder em mãos. Me tornei mais uma vez responsável pelo que cativei em ti.

06h45 - SP

Sabe, andar por São Paulo é como te ver ou te buscar a cada esquina. É estanho eu ter pensado tanto que quando estivesse aqui você estaria comigo. Por que, por mais que a gente não se fale, por mais que a gente não tenha qualquer relação, eu sinto que você faz parte disso, dessa experiência e tá faltando você nisso. E porra, somos adultos e não tivemos o mínimo diálogo para manter algo que fosse um puta amizade sabe. Que ódio que tenho disso. Que ódio eu tenho das decisões, e das faltas delas também.

Tudo aqui me lembra você, a próxima esquina, o ragazzo e os sons de motos.


Tô indo embora segunda.

Será que por trás de cada insônia existe um excesso que esconde um vazio. Se isso condiz com alguma coisa e deve ser ausência. Ela que permeia a melancolia. Que mesmo sendo um fardo o medo de não tê-la mais para viver é de tirar o chão que se tem para aterrissar. Em toda busca se perde, mas nem toda perda se há uma busca, e mesmo dentro da máquina de insônia e melancolia, a busca mesmo que perdida vem se mantendo e talvez, uma possibilidade remota isso tenha relação com a frustração das relações ditas e veladas como um segredo do fim das coisas no vazio inerte da cama vazia.

De segunda.

autoral melancolia insônia

Tem uma música que amo que diz: “Fala então você, conta como foi, quantos anos tem que eu te comi, era tanto amor tudo de uma vez, que incendiou o 433…” Bom te ver, da banda Medulla. No nosso caso foi o 505, e mais louco é que esse número é de outra canção, mas musicografia a parte…

Você era como uma corrida de 100 metros nada razo com camadas que me deixavam aflita e confusa. Sua capacidade de solta informações complexas e aletorias me embasbacavam. Eu olhei de verdade para você.

Foram os 3 dias mais tumultuados de sentimentos e tesão que já vivi. Queria estar pelada com você o dia inteiro. E isso foi estranhamente viceral. Passava 24h esperando que você tirasse minha roupa. Parecia um pouco insensível da minha parte, pois tudo parecia um caos, mas eu queria esquecer o que acontecia naquela realidade e apenas sentir você me tocando e ficando cada vez mais insuportável não transamos.

Então eu disse: Tá foda ser adolescente e passar o dia com tesão. E você teve a reação que tanto esperei e provoque. Me levantou do sofá, e começou beijar enquanto me levava para quarto…

Me deixou virada para parede do quarto enquanto abaixava minha calça, e para sua surpresa tava completando ensopada, abriu minhas pernas com as mãos e começou a me toca enquanto me segurava na parede. Não consigo lembrar as palavras exatas que você disse, mas estava impressionado e me empurrou na cama, se colocou em meio as minhas pernas e me chupou como se sua vida dependece só meu gozo.

Era tanta sede que em pouco tempo eu gozei e muito, tem molhar você e escorrer, aquilo foi tão satisfatório para mim quanto para você que imediatamente passou tudo líquido no seu rosto e pelo peito, como se fosse uma pintura de guerra, não satisfeito veio por cima e não desviou o olhar enquanto juntos nos misturavamos.

Já sentido que não iria mais seder a você tão facilmente impus minha força e fui agir e por cima você era ainda melhor vendo sua expressão de satisfação com cada rebolada e movimento que fazia com meu corpo, você não estava preparado para senti tu isso, era nítido que era algo além do sexo.

Me implorando pediu para fica por cima mais pouco antes de pedir para eu ir com calma, pois tava difícil segura, então deu deixei e naqueles momentos juntos eu mexendo devagar por baixo, você gozou e a expressão de satisfação e de quanto tempo não tinha um sexo tão bom foi marcante.

Fui embora no terceiro dia do início da tarde, e com tristeza eu deixei incêndio que o 505 causou no meu peito, mas durante o caminha para rodoviária para pegar o ônibus para casa ouvi: Existem amores que não devem ser vívidos.

505-RJ


Indy Theme by Safe As Milk